Vínculo - momento mágico após o nascimento

  Categorias: Gravidez,
4min
13. Sep'16

Diz-se que não existem dois partos iguais. Cada mulher é diferente e, enquanto uma ainda nem conseguiu chegar ao hospital, a outra já está a passar por um processo longo e exigente de dar à luz. As mulheres, no entanto, concordam num ponto: basta o primeiro contacto com o seu recém-nascido e o parto já vivido passa a ser apenas uma lembrança. O momento em que toca, pela primeira vez, no seu bebé é uma ocasião inesquecível para todas as mulheres.

Recém-nascido

O bebé pertence ao colo

Bonding é um termo que descreve uma forte ligação emocional entre a mãe e o bebé, que surge imediatamente após o seu nascimento. A base para criar esta ligação é colocar o bebé sobre o corpo (barriga) da mãe logo após o nascimento.

Trata-se, na verdade, de uma continuação da ligação que existiu entre o bebé e a mãe durante os meses de gravidez. O bebé é arrancado do seu ambiente natural e é a mãe que passa a ser a sua única ligação com o meio em que viveu até então. Ela reconhece o seu cheiro, a sua voz e o ritmo do coração.

Teoria da vinculação, ou bonding, surgiu no final dos anos setenta e a sua divulgação ficou a cargo do médico Marshall H. Klaus e John H. Kennell. Ambos defendiam que os primeiros minutos até às primeiras horas após o parto são fundamentais para construir o vínculo entre a mãe e o bebé. Inspiraram-se no mundo dos animais, em que a fêmea rejeita as crias se não lhe for permitido o contacto com elas. As relações humanas são mais complexas e a recusa do contacto não leva à rejeição do bebé. No entanto, há muitos dados de que o bonding tem inúmeros efeitos positivos para a mãe e para o bebé.

Vantagens do bonding

Os bebés que foram colocados na mãe, na chamada pele com pele, vivenciam muito menos o “stress do nascimento” e choram menos vezes. As suas funções vitais, como a temperatura, a frequência cardíaca, a respiração e a regulação dos ciclos de sono, são mais estáveis.

Os mamilos da mãe, pelo seu cheiro, lembram ao bebé o líquido amniótico. O mesmo cheiro do líquido amniótico sente também com as suas mãozinhas, que leva ao nariz para cheirar e instintivamente as lambe. Se o bebé for colocado no corpo da mãe tempo suficiente (recomenda-se pelo menos uma hora), muitas vezes ocorre a chamada auto-aspiração, ou seja, o bebé (justamente graças ao cheiro) encontra sozinho o caminho até ao mamilo e se suga ao mamilo sem qualquer ajuda.

As vantagens do bonding também são evidentes para a mãe. As mulheres a quem o bonding foi permitido lidaram com a maternidade nos primeiros meses com mais facilidade e também sofreram com menos frequência de depressões pós-parto. Um grande ponto positivo é o seu impacto no início da lactação, graças à hormona oxitocina. É precisamente o bonding que promove a produção desta hormona, necessária também para a regeneração do útero e para aliviar o sangramento após o parto.

Bonding após o parto

Quando o bonding não é possível

Enquanto em hospitais estrangeiros colocar o recém-nascido junto da mãe, através do método pele com pele, é uma prática totalmente habitual, nos hospitais eslovacos isso não costuma ser uma prática comum. Pergunte quais são as opções do seu hospital ou procure um hospital com o título Baby friendly hospital.

Às vezes, o bonding não é permitido devido a problemas de saúde do bebé ou da mãe. A causa também pode ser uma cesariana.

Se o bonding não foi possível para si, não se desespere. Após chegar do hospital, esteja com o seu bebé o máximo possível. Coloque-o pele com pele, acaricie-o e experimente também dormir juntos. Para uma relação emocional forte com o bebé, são necessários meses e até anos. Os psicólogos recomendam envolver o bebé com amor e com atenção suficiente.

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